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REFLEXÕES SOBRE A PARÁBOLA DO SEMEADOR - PARTE 2

  No entanto, nossos movimentos não se dão de pronto e nem são lineares. Somos indivíduos com momentos distintos na oscilação dos dias. O ser humano comum não apresenta constância previsível e estável, ao contrário, somos pessoas com imensas variações no campo emocional e psíquico. Poderíamos dizer que nosso território interior segue o modelo da parábola de Jesus. Temos dentro de nós o terreno pedregoso, os espinheiros e a terra boa. Dito de outra maneira, também podemos conceber que apresentamos momentos distintos no nosso território mental, há períodos em que estamos prontos para novos plantios, em outros não.

ADÃO E EVA , "PECADO", "CASTIGO", "CULPA" E O LIVRE ARBÍTRIO

  É ingênuo crermos no “pecado”, qualificado dogmaticamente como uma ofensa contra Deus, que por sua vez revida mediante o tal “castigo” que inflige ao “pecador”. Ora, vejamos que Deus não se ofende com os equívocos das suas criaturas em processo de evolução. Em face disso o tal “castigo” não é e nem pode ser uma espécie de vingança ou uma atividade pessoal do Criador (antropomórfico) para penitenciar o “pecador”. Deus não pune; Deus AMA! Sobre isso, Jesus inovou o pensamento teológico ao apresentar Deus como um pai bondoso e justo, em substituição à divindade colérica, vingativa e caprichosa dos povos ancestrais. Na verdade, o indigesto dogma do “pecado” foi criado pela senil e heterônoma teologia humana. Advém dos espetáculos mitológicos protagonizados por Adão e Eva, que supostamente teriam desobedecido uma ordem divina e atraíram para si e para toda humanidade uma maldição que implicaria em toda sorte de males, dores, erros, crimes e tudo quanto fosse ruim.

IRMÃO

O céu é de estrelas; a noite tropical. Alegres pessoas, vestidas ricamente, Aguardam a noiva em frente à catedral; Um homem de rua se deita num batente. Novo, parece velho! Está sujo e "ausente"... Família...parece que nunca a teve não! ... Sonha? Sequer olhou as estelas... E o que sente? ... De outro mundo...vive aqui sem motivação.

O CLAMOR DOS NOVOS TEMPOS

                      Será que há alguém satisfeito com o estado de coisas que cercam as diversas comunidades humanas? Eis aí uma pergunta que provavelmente obtenha o NÂO como resposta unânime. Decerto existem pequenos grupamentos que conseguem sobreviver sem os sobressaltos desses novos tempos que ainda se encontram isentos da internet e em atividade exclusivamente agroextrativista, em localidades distantes e constituídas por minúsculas populações. No todo estamos escorchados por agonias patrocinadas pela violência alçada à qualidade de “proposta de negociação”, em dupla via.