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CAMINHOS, ESCOLHAS E DECISÕES

 

   

 Muitas são as controvérsias que passeiam nas inúmeras concepções que emergem de crenças e movem as convicções que dividem em compartimentos diferentes atores de variados campos. Há argumentos de toda ordem que podem ser tirados da cartola para justificar as mais diferentes circunstâncias.

            Não há nem sequer uma única ideia que fuja à regra de sofrer oposição. Há razões que justificam Deus e outras O negam. Assim sucede em todas as variáveis do pensamento.

            Conviver com essa realidade tem sido desafio maior à medida que os temas se tornam produtos de elaborados processos de convencimento. Os elementos da lógica e da emoção se emaranham e formam um caldo apimentado de pontos de vista.

            A defesa de teses e hipóteses vincula as mentes que se acumpliciam com uma mesma postura científica, filosófica ou religiosa, assim como compromete a atitude dos grupos que se movem em consonância.

            É muito razoável que se defina a forma mais adequada de pensar e agir consoante os princípios escolhidos com ampla liberdade de decisão. Conquistar uma visão ampla a respeito dos efeitos de curto, médio e longo prazo do contexto histórico se constitui num movimento que, além de legitimidade, confere as luzes do bom senso. Significa definir de que lado da história se caminha.

            Bafejados pela Doutrina Espírita é possível que se adquira uma régua importante na escolha lúcida das frentes de pensamento por se adotar. Afinal a bagagem de informações espirituais que essa condição permite é uma fonte de inspiração para uma busca contínua de investimento no progresso e na paz. 

             Não obstante seja a pessoa livre para escolher os próprios caminhos é sensato que haja congruência entre as teorias que aceita e as práticas que empreende. Não há uma verdade única nem um caminho apenas.

            A questão 842 de O Livro dos Espíritos ilumina quanto às definições de escolhas frente às tantas opções que o mundo apresenta: “Como todas as doutrinas têm a pretensão de ser única expressão da verdade, por que sinais podemos reconhecer a que tem o direito de se apresentar como tal? — Essa será a que produza mais homens de bem e menos hipócritas quer dizer, que pratiquem a lei de amor e caridade na sua maior pureza e na sua aplicação mais ampla. Por esse sinal reconhecereis que uma doutrina é boa, pois toda doutrina que tiver por consequência semear a desunião e estabelecer divisões entre os filhos de Deus só pode ser falsa e perniciosa”.

   


 

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